Faltam cinco meses, pelo menos esses. E a maneira como o descobri é ainda mais incrível do que o tempo que falta - contei-os pelos meus próprios dedos. Por isso, se o tempo fosse tal e qual quanto os dedos, eu cortava a minha mão. Cortava-a para que o tempo passasse e qualquer outra crise atmosférica, com tendência à hipérbole, passasse com eles, tão rápido que se condensaria só em neblina em vez de enterro. Eu não me lembraria. Eu não passaria noites a pensar que amanhã terei de passar o dia.
27 janeiro, 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário