Querer saber de um mal
Que de curto ou longo
Pouco acrescenta,
Ou nem mesmo nada traga,
É coisa com pouca vontade.
Da pouca vontade,
Vem-lhe o pouco valor.
Continuamente é coisa que só se nota,
Quando não se espera.
E se da expectactiva já fizesse parte,
Não haveria a quem lhe espantasse a existência:
Só o mal nos desilude; quanto bem já houve
Que morreu na espera de ser notado? Todo ele.
Mais sentido que um copo partido,
Ou que um grito do oxigénio, não foi.
Há que eu sinta pena de não ver como se vê,
De esperar como não se espera,
De não querer como se quer.
Mas haverá para nós sensatez na culpa
Do bem maior que não cheguei a ter,
Como se vê,
Como não se espera,
Como se quer,
Eu o contrário?
03 junho, 2009
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