Quero ser flor de cerejeira.
De oriente em oriente ir viajando,
Nesse assobio do Vento oriental.
Quero ser canto de gaivota.
Que não tem ar, que não tem sangue.
Na onda vai simplesmente.
Quero ser pinheiro de maravilhosa ramada,
Que tem em jeito o hábito ao céu.
Em subir, em subir, e ele a vir.
Quero ser o ego dessa gente - experimentá-lo -,
Que têm de seda e medos o coração forrado,
E sem pregos, sem remendos e sem poesia.
Quero ser tudo o que não é
Bem verdade.
Só para acertar os ponteiros do meu relógio.
17 setembro, 2008
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