Na manhã há mais tempo.
Há tempo na luz cadente.
E há o tempo que o céu tem,
Para rebolar cinza todo o tempo.
Então fiquei na rua esta manhã, à beira da rua.
E vi os passeios sem pessoas,
E as pessoas sem passar,
E vi as passadas sem distância.
Mas vi tudo com muito tempo,
Porque o céu espreguiça-se de manhã.
E hoje, estendi-lhe a mão para lhe apanhar o sono.
Por isso, logo fui de porta em porta pedindo,
E fui trazendo o tempo que deixaram à entrada.
E acabei assim deitado, à boca da rua,
Com mais tempo do que o que me tinham dado.
30 setembro, 2008
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