Orquestra: telhas de vidro e água corrente. Água a pique, que não tem braços para às nuvens estender, e, assim caindo. Céu aberto, em toda a sua noite encoberto. Continuou no corredor, com meias meio curtas e andou, em passos metódicos, sem certeza de se era uma distância. – ou eram os passos, ela própria. Quando andava, essa voz que raramente ouvia, fez vibrar as mil lombadas justapostas a seu lado, e tudo ressoou continuadamente, com o seu timbre de primavera. Não fosse a chuva, haveria então uma porta dando para o Éden, mas essa água do céu, que em mistério continuava tremendo no telhado, foi o que Pandora em mão nos ofereceu. Calou os seus passos e descansou o seu levitar. Ali parou, em lótus e em ferida. Tal como disse Eva, tratava-se de uma floresta profunda, não tão clara como pedira, mas tão sombria como sopusera.
15 outubro, 2008
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