15 janeiro, 2009

Valsa Inferior

Quando acabei de respirar o golfo do Éden, senti uma certa valsa no estômago. Era como lhe chamei, ainda mal mal lá cheguei, Éden, tal foi a terra!, ainda nem me tinha deitado nela. Principalmente, havia dois prados maiores, cor de mel no calor, frios não se sabe quando, que se distinguiam por estarem cada um de cada do lado do meu senhor nariz. O amigo, meu ou não, de alguém ou senão, fizera, por ele mesmo, uma cerca branca, plantada a toda a volta do bosque mais pequeno, salgueiros, e também da casa - mas uma cerca toda bonita -, uma cerca, esta cerca, que me fez voltar a sentir como se eu fosse meu. Essa cerca podia fazer-nos pensar em coisas. Dois pares de traves entre cada par de estacas: quatro brancos, uma vertical, quatro horizontes, uma sem ele - contei. Além disso, a cerca só decorava; decorava o terreno para o fazer parecer uma tela que ainda ninguém tivesse pintado, e decorava as horas do sol, que a fizeram realmente escarnecer do seu verniz, e vergar-se em estalos, pouco a pouco, poucas vezes em muito tempo, mas que eu só a assim vi passado quinze anos, que, sem nenhuma razão aparente, como me habituei a não dizer, não passaram por nada, passaram-se só eles, sozinhos e sem mais nada.
Então, respirei.
Imaginei sem querer.
Vem plebeu, nasce comigo.

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