Ajoelha, e os braços na terra. Os braços magros e sozinhos. É como estava antes do parto e é como esteve para a vida toda: ajoelhado e os braços na terra. Tal como o é a fotografia com os olhos cansados e o punho a apoiar a cara, com tudo triste, também é a posição fetal de joelhos e braços. Se não fosse preciso andar e todas as outras coisas que são ou não precisas, teria estado sempre assim para o mundo - virado de joelhos e braços estendidos.
Hoje vejo-o da varanda. Saltaria daqui para agarrar o ar e ter asas, como os pássaros tem, e agarrá-lo dentro de água como um filho, e embalá-lo no meu colo enquanto as ondas vão e vêm, e eu fico sempre em pé a agarrá-lo, entre as marés novas e velhas. Saltar da varanda para sempre: beber o resto da chávena, levantar da cadeira, chegar sobre o muro, e saltar lá para fora. Para a praia e para o mar; embalá-lo tanto para que se esqueça e feche os olhos e mais nada. Só as ondas que vão e as ondas que vêm, e nós entre elas, e deitado no colo, e em pé, para o resto dos tempos, sempre molhados com coisas que lhe toquem sem que se lhes pedir seja preciso.
Hoje vejo-o da varanda. Saltaria daqui para agarrar o ar e ter asas, como os pássaros tem, e agarrá-lo dentro de água como um filho, e embalá-lo no meu colo enquanto as ondas vão e vêm, e eu fico sempre em pé a agarrá-lo, entre as marés novas e velhas. Saltar da varanda para sempre: beber o resto da chávena, levantar da cadeira, chegar sobre o muro, e saltar lá para fora. Para a praia e para o mar; embalá-lo tanto para que se esqueça e feche os olhos e mais nada. Só as ondas que vão e as ondas que vêm, e nós entre elas, e deitado no colo, e em pé, para o resto dos tempos, sempre molhados com coisas que lhe toquem sem que se lhes pedir seja preciso.
Embalá-lo tanto, embalá-lo tanto, tanto.

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