10 abril, 2010

15 de Agosto, Lembras-te?

Viera a passar uma mão pelo peito em sinal de sufoco.
Um cotovelo suspenso, um calcanhar pesado.
Debruçada sobre a sua ânsia, remoída na sua curiosidade, chegou, enfim, ao fundo da falésia, e não viu senão um grande mundo virado de pernas, com grandes soluços que soltavam gemidos, que eram filhos de gritos, e que tinham filhos de filhos de braços abertos que chamavam aos céus duros porque tinham eles varrido as nuvens para debaixo das atenções,
Tão nubladas quando respiras, e enfim ouve-se: Oh!
E mergulha.
E mergulha desta vez com tudo o que esperou desse mundo e também do outro. Não era responsável sobre si, nem sobre o seu corpo, nem pela cidade.
Que vento tão longo que me arrasta, minha vida, pesar vosso, meu pé de rosmaninho.

3 comentários:

Anónimo disse...

Eu lembro.
Te.
Me.

Mariana Castro disse...

Foi bonito o que disseste agora.

Anónimo disse...

Não agora, a 15 de agosto.