Havia já muito tempo que nenhum rei cantava à chuva e que, ao parar, se sentia glorioso. Agora, quando o último o fez, comoveu-me, pois lembrei-me de que a mutação do ego se acertava segundo as pégadas dos remorsos - mais mal, menos bem, mas sempre deixando-nos na mão do livre-arbítrio. Lembrei-me, então, de que éramos ambos fruto da própria consciência, e que ao deambular pela vida, nos tornávamos, todos, senão trilhos que o mundo e o tempo usam, e pelos quais passam, deslizando como refrões, estritamente paralelos. Sorrimos, porém.
27 outubro, 2008
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